Equipe de Especialistas

Para garantir que continuamos a ser inovadores e competitivos, nós continuamos a desafiar os limites das nossas linhas de produtos atuais.

Arjen Jebbink Vice Presidente de Tecnologia

O Arjen traz para a GGB não só sua extensa experiência em tribologia, mas também vasto conhecimento e experiência. Após ter trabalhado na indústria de mancais com as principais montadoras de carros e caminhões em todo o mundo, ele chegou à GGB em 2007 e agora é o vice-presidente de tecnologia.

Arjen Jebbink is GGB's vice president of technology
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  • Jornalista
  • A. JEBBINK
  • Como é que o departamento de tecnologia trabalha para desenvolver novas ideias?

  • Temos duas correntes diferentes de inspiração para a geração de ideias na área de novos produtos, processos ou serviços. A primeira tem como objetivo capturar as oportunidades de mercado e as necessidades dos clientes, ou o que chamamos de market pull (demanda do mercado), onde as atividades ocorrem em estreita colaboração com as nossas equipes comerciais e gerentes de produto. A segunda, é a tecnology push (introdução de novas tecnologias), na qual nossos cientistas procuram novos materiais, formulações e métodos de processamento para desenvolver produtos com melhor desempenho ou totalmente novos com funções extras. Para garantir que continuamos a ser inovadores e competitivos, nós continuamos a desafiar os limites das nossas linhas de produtos atuais.

  • Vocês propõe novas ideais ou criam tecnologias para apoiá-las?

  • Nós fazemos as duas coisas: em nossa recente iniciativa de inovação pretendemos criar as condições necessárias para gerar e encubar ideias radicais que irão alimentar nossas atividades de desenvolvimento de novas tecnologias. Nosso próximo desafio é expandir o programa de captação de ideias para o restante da organização, gerar ideias com as nossas equipas comerciais e potencialmente, com nossos clientes. O desafio está justamente em gerar idéias em torno de algo relativamente simples como um mancal.

  • É isso o que você mais aprecia? Os desafios constantes?

  • É interessantíssimo quanto sono você consegue perder por conta de um produto tão simples! Temos milhares de clientes, dezenas de milhares de aplicações e eu tenho cerca de 30 pessoas em minha equipe. Já é um grande desafio compreender todos os detalhes das aplicações em que estamos, imagine mapear as necessidades e frentes de desenvolvimento, as tendências que não são tão óbvias. Como a verdadeira inovação é exatamente o fato de antecipar as necessidades do cliente, não podemos pedir a um cliente que nos explique necessidades que ele nem mesmo sabe que tem.

  • Qual a origem da sua paixão por inovar?

  • Existem duas coisas que me motivam. A primeira é sempre desafiar os limites dos sistemas. Os projetos ficam menores, mais leves e mais eficientes: isso é o que chamamos de desenvolvimento incremental. Em segundo lugar, acredito que a cada 5 ou 10 anos, é necessário que você invente novas maneiras de processar os produtos existentes. Você consegue benefícios ao combinar materiais, projetos ou através do processo. Isto é o que nos desafia e o que me faz gostar do meu trabalho: apoiar nossos esforços comercias com a ciência da tribologia. Ainda existem muitas coisas a descobrir, muitas incertezas e isso é o que me motiva.

  • Como seu trabalho na GGB lhe deu a liberdade de continuar inovando?

  • A GGB é uma empresa dinâmica, de fácil acesso e muito flexível. Temos diversos talentos e nos beneficiamos do apoio do grupo EnPro. Não sinto que há limites, diretivas ou instruções que nos são impostas. Queremos buscar a liderança do produto em todos os mercados que atuamos. Nós temos planos para alcançar este objetivo e há poucas restrições, para chegar lá nos basta o sucesso. Como empresa, temos olhado mais para o futuro e estamos mais abertos às mudanças, principalmente com a visão de transformação da EnPro com o Resultado Duplo. Na posição de um gerente, pode ser um desafio conseguir esse equilíbrio entre a responsabilidade, a liberdade, o desenvolvimento pessoal e os resultados da empresa, ainda mais nesses tempos tão desafiadores. Meu chefe sempre me deu muita liberdade e eu sinto que eu estou me espelhando nisso, dando à minha própria equipe mais e mais responsabilidade. Eu aprendo a ter mais autonomia, mas também como delegar com mais eficácia. Há um famoso ditado que diz: "você não pode delegar a responsabilidade". É, isso é verdade!